domingo, 4 de março de 2012

Post de Abertura




Se do que se exprime sobre a fé é de pobre sapiência não conte comigo para o ofício de rebarba.
Em qualquer caso manter-me-ei incólume a esta pútrida sagacidade que ludibria as mentes fracas e carcomidas pelo medo e a desconfiança do amanhã.  

Creio ser da luz- e não das trevas- de um pensar esclarecido que brota a verdadeira forma de servir o Criador. 
O recorrer ao imponderável, ao alterego, aos fantasmas e demônios que assombram as vidas de potenciais almas sedentas pela aproximação ao Criador, não engrandece a causa, muito pelo contrário, só faz alimentar a esquizofrenia coletiva.

Quero sim me prostrar em devota prece 
sentindo o deleite do espírito que saboreia a consciência de ser frágil criatura
no mesmo instante em que a coragem de um bravo guerreiro que percebe ter em suas mãos a mais poderosa das armas invade a minha existência.

O que me resta é usar a centelha divina que em mim habita
conclamando pela moral e desprezando a torpeza dos costumes e a perfídia das ambições corruptas que desnaturam o direito de existir.

E creio, ainda assim, estar alijado pelos devotos de plantão e aviltado pelos pretensos donos da fé. Mas não me entrego, porque sei que não é da imaculada devoção e nem na perda de parâmetros que se contempla a criação e se alcança o Criador.

GV

Um comentário:

  1. Muito bom.Parabéns !
    Subscrevo-o sem reservas,mormente onde V. diz :"Creio ser da luz- e não das trevas- de um pensar esclarecido que brota a verdadeira forma de servir o Criador."

    MABA

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